quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Desbravando

Cá estou novamente, e vamos começar a contar sobre esta aventura que foi a chegada em Bragança. Depois de aproximadamente 14.000Km percorridos e algumas boas horas de viagem, chego a tão esperada cidade e no local onde seria a minha casa por um tempo considerável, a Pousada da Juventude. Enquanto a recepcionista me vai passando as informações/regras da pousada chega um brasileiro e já vai me comentando como é o clima e sobre as pessoas que aqui moravam.
Lembro bem ainda dos primeiros momentos que tive aqui, ao chegar no quarto e começar a desfazer as malas deixei a porta aberta para que as pessoas vissem que tinha chego mais um gaúcho e quem sabe começasse a ir conhecendo pouco a pouco os moradores, logo a “estratégia” deu certo e conheci duas baianas, que foram extremamente simpáticas comigo me oferecendo ajuda e explicando mais algumas coisas da nova morada.
Depois de ter dado uma “guaribada” nas coisas que trazia na mala, resolvo descobrir um pouco a cidade, algum lugar para comer; eis então que encontro o shoping de Bragança e como uma PizzaHut, mas bota felicidade nisso, depois de mais de 10 anos saboreio mais uma vez essa pizza. Conheci também a catedral, e o mercado central, onde fui ao supermercado MiniPreço e compro uma garrafa de água, um pacote de bolacha salgada e um de bolacha doce, conto estes detalhes pois são lembranças muito fortes que trago na memória. Voltando para os brasileiros:  me convidaram para, à noite, ir a uma festa chamada Lagoa Azul; como queria me enturmar o mais rápido possível fui logo me arrumando e saímos para a festa.
Não poderia deixar de citar nesse começo de historia as pessoas que conheci e que por afinidade nos tornamos uma família com todas as qualidades e defeitos de uma, eram eles os gaúchos: Bruno, Carla, Cátia, Luciana e Willian e o “baiano” Igor, que com o passar do tempo se tornou gaúcho, que até chimarrão tomava com a gente. Essa família que formamos foi de extrema importância para dividirmos as tristezas, felicidades e histórias que tivemos ao longo de seis meses. Digo isso, pois logo com duas semanas de intercâmbio recebo a noticia de que um colega meu do ensino médio tinha acabado de falecer, após anos esperando um transplante de fígado não resistiu e acabou por nos deixar. Não éramos grandes amigos, mas me trouxe uma profunda tristeza e, quem me acudiu naquele momento foram as três gaúchas.
Sei que vai ficar fora da ordem cronológica, mas um causo que acabei de me lembrar, foi quando embarquei no avião da TAP, que me levaria de São Paulo para Porto, onde um cara que aparentava ter a mesma idade que eu, simplesmente ignorou todos os pedidos de desligar os telefones e enquanto o avião decolava falava ao telefone com a mãe dele -- nem preciso comentar o meu nervosismo né? Depois de 10 anos volto a viajar de avião e logo me acontece essa cena, mas graças a Deus o avião não caiu e eu estou aqui pra contar esse causo. Mas que eu tava apavorado, tava.... hiuhaiuahiuahiauhiua.

Acredito ter uma memória boa, são muitas coisas que vou lembrando ao escrever, mas prometo tentar seguir uma cronologia e, no próximo post, vou contar como foi a minha chegada ao IPB, a primeira aula, o primeiro contato com o laboratório, enfim o novo começo da vida acadêmica.

1 comentário:

  1. Bem legal, parece seriado sabe quando tu fica esperando sempre o próximo capítulo, e muito mais legal ainda quando fazemos parte dele hehehehe #soesperandooproximopost

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