segunda-feira, 26 de outubro de 2015

“Mesversário”

Então, tudo buenasso indiada véia?
Como puderam perceber, ou não hehehehhe, estive meio longe na ultima semana do blog, mas foi por um bom motivo o que logo, logo vou contar a todos, mas como algumas coisas acontecem por “acaso” escrevo hoje que completa o meu primeiro mês cá em Bragança e inclusive a esta hora (19:08) que estive a chegar na pousada (minha casa).
Aqueles que me acompanharam mais nos preparativos da vinda para terras lusitanas sabem que embora programada foi bem corrida (só queria fazer uma nota, neste momento, tomando mate e escutando musicas gaúchas, acaba de começar “Pra o meu consumo” interpretado pelo Luis Marenco, vou postar o vídeo e a letra também.) pelo fato de que resolvi trabalhar na prefeitura até o ultimo dia e ter chovido a semana inteira.
Enfim gostaria de aqui agradecer a TODOS meus colegas de trabalho, que me aturaram, me ensinaram e também aqueles que aprenderam algo comigo, a Prefeitura de Pelotas foi um local onde cresci muito profissionalmente e acredito que tive o devido reconhecimento ao meu trabalho no tempo exato. Não poderia deixar de destacar duas figuras Importantíssimas para mim, as quais me espelho, que são o nosso Prefeito Eduardo e a nossa Vice Paula, que com toda a certeza aprendi muito e reconheceram o trabalho que realizei lá. Patrícia, Paula, Caminha e ao Gustavo que tiveram sempre ao meu lado, embora alguns debates, mas sempre por um bem melhor, a excelência do nosso trabalho. Muitas pessoas foram as que me ajudaram e como já falei acima agradeço a todos!
Toda essa oportunidade que estou tendo não seria possível se não fosse por pessoas que estarão sempre ao nosso lado independente da distancia, é a minha família, que sinto falta sim, mas me apoiaram todo o tempo para seguir em frente de cabeça erguida em busca dos meus sonhos! Não posso deixar de citar o meu filho, Martín que sofre a minha falta assim como sofri a do meu pai enquanto ele estudava e batalhava para nos dar um futuro maior, meu filho um dia espero que leias os textos dessa experiência que tive e que saibas que se hoje estou batalhando também é para poder te dar um futuro ótimo assim como os que os meus pais me deram. Outra família que vamos escolhendo com o tempo são os nossos amigos, os de verdade, que nunca me deixaram e sei que não vão. Pode ter certeza que estão fazendo falta nas festas e nos mates, que em sua maioria são sozinhos, mas com um sabor doce, doce pelas lembranças mais que boas que tenho dessa nossa cidade.
Ao longo desse um mês fui conhecendo novas pessoas e reencontrando alguns amigos de 2011 e 2012, sei que esses de antes vão se juntar aos que estão chegando agora em minha vida e tenho certeza que vão ser eles a me ajudar a viver cada dia uma nova experiência e aproveitar o que Bragança e Portugal têm para nos oferecer. Espero, de verdade, que estas pessoas que hoje vão se chegando pouco a pouco possam fazer parte da minha vida, e quem sabe, caso eu vá embora para o Brasil, um dia possa estar escrevendo para agradecer tudo que fizeram por mim.
Tchê ficou longo o texto, nem eu esperava escrever tanto, mas fui escrevendo e escrevendo..... hehehehhe. Quero dizer a todos que estou MUITO feliz de estar aqui, a saudade às vezes aperta sim, mas faz parte e jogo, jogo que acredito estar jogando bem.
Muito obrigado a todos!
Ah..... o próximo texto vai ser massa!!!!!

P.s.: Segue a música


Pra o Meu Consumo
(Gujo Teixeira E Luiz Marenco)
Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim

Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira

Não deixo as coisas que eu gosto 
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou..

Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém

Das vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão

Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Desbravando

Cá estou novamente, e vamos começar a contar sobre esta aventura que foi a chegada em Bragança. Depois de aproximadamente 14.000Km percorridos e algumas boas horas de viagem, chego a tão esperada cidade e no local onde seria a minha casa por um tempo considerável, a Pousada da Juventude. Enquanto a recepcionista me vai passando as informações/regras da pousada chega um brasileiro e já vai me comentando como é o clima e sobre as pessoas que aqui moravam.
Lembro bem ainda dos primeiros momentos que tive aqui, ao chegar no quarto e começar a desfazer as malas deixei a porta aberta para que as pessoas vissem que tinha chego mais um gaúcho e quem sabe começasse a ir conhecendo pouco a pouco os moradores, logo a “estratégia” deu certo e conheci duas baianas, que foram extremamente simpáticas comigo me oferecendo ajuda e explicando mais algumas coisas da nova morada.
Depois de ter dado uma “guaribada” nas coisas que trazia na mala, resolvo descobrir um pouco a cidade, algum lugar para comer; eis então que encontro o shoping de Bragança e como uma PizzaHut, mas bota felicidade nisso, depois de mais de 10 anos saboreio mais uma vez essa pizza. Conheci também a catedral, e o mercado central, onde fui ao supermercado MiniPreço e compro uma garrafa de água, um pacote de bolacha salgada e um de bolacha doce, conto estes detalhes pois são lembranças muito fortes que trago na memória. Voltando para os brasileiros:  me convidaram para, à noite, ir a uma festa chamada Lagoa Azul; como queria me enturmar o mais rápido possível fui logo me arrumando e saímos para a festa.
Não poderia deixar de citar nesse começo de historia as pessoas que conheci e que por afinidade nos tornamos uma família com todas as qualidades e defeitos de uma, eram eles os gaúchos: Bruno, Carla, Cátia, Luciana e Willian e o “baiano” Igor, que com o passar do tempo se tornou gaúcho, que até chimarrão tomava com a gente. Essa família que formamos foi de extrema importância para dividirmos as tristezas, felicidades e histórias que tivemos ao longo de seis meses. Digo isso, pois logo com duas semanas de intercâmbio recebo a noticia de que um colega meu do ensino médio tinha acabado de falecer, após anos esperando um transplante de fígado não resistiu e acabou por nos deixar. Não éramos grandes amigos, mas me trouxe uma profunda tristeza e, quem me acudiu naquele momento foram as três gaúchas.
Sei que vai ficar fora da ordem cronológica, mas um causo que acabei de me lembrar, foi quando embarquei no avião da TAP, que me levaria de São Paulo para Porto, onde um cara que aparentava ter a mesma idade que eu, simplesmente ignorou todos os pedidos de desligar os telefones e enquanto o avião decolava falava ao telefone com a mãe dele -- nem preciso comentar o meu nervosismo né? Depois de 10 anos volto a viajar de avião e logo me acontece essa cena, mas graças a Deus o avião não caiu e eu estou aqui pra contar esse causo. Mas que eu tava apavorado, tava.... hiuhaiuahiuahiauhiua.

Acredito ter uma memória boa, são muitas coisas que vou lembrando ao escrever, mas prometo tentar seguir uma cronologia e, no próximo post, vou contar como foi a minha chegada ao IPB, a primeira aula, o primeiro contato com o laboratório, enfim o novo começo da vida acadêmica.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Um sonho por uma aventura

Tudo começou depois que me formei no NPOR em 14º colocado e o sonho de continuar no Exercito Brasileiro começou a ir por água abaixo, então, em conversa com o pai surgiu a possibilidade de ir fazer intercâmbio em uma cidadezinha de Portugal chamada Bragança, para que pudesse estagiar na área de azeites – faço uma pausa aqui para contar a vocês que eu nunca gostei de azeite (ironia do destino) hahhahahaha – foi então que comecei a correria, entrando em contato com a direção do CAVG (instituição em que eu fazia o curso superior) para que pudesse saber os trâmites necessários para a viagem.
Pista de Cordas do Exercício de Terreno do Período Básico - Maio de 2010
Em janeiro começou a correria de passaporte, visto e toda a papelada a mais necessária para viagem. Fui um desbravador, pois até então nenhum aluno dos cursos superiores do CAVG tinha feito intercâmbio. Depois de muita correria, busca por informações e apreensão consegui marcar minha viagem para o dia 1º de Abril de 2011, agora faltava apenas o visto chegar para que pudesse embarcar para Portugal.
Neste mesmo mês, em meio a esta turbulência toda me acontece o fato mais inesperado de todos: eu iria ser pai! Isso mesmo, PAI aos 19 anos, fruto de um “acidente”. Foi quando achei que mais um sonho iria por água abaixo, até conversar com a mãe do meu filho e decidirmos que o melhor era eu ir estudar em Bragança. Agora, então, com este misto de susto, ansiedade e outros tantos sentimentos só faltava o maldito VISTO que até agora não chegava; já era na semana da viagem e eu ligava para o consulado de Portugal e nada sabiam me informar.
Era dia 30 de março e nada de me ligarem de Porto Alegre para que eu pudesse ir lá buscar meu passaporte com o selo, já era noite e eu com as malas meio feitas, meio desfeitas, fui dormir desiludido. Na manhã do dia 31/03/2011, sexta-feira, recebo a ligação do consulado de Portugal em Porto Alegre, dizendo que meu passaporte já esta a espera, então começou nova correria. Era aniversário do pai, e eu peguei o ônibus às 10h para POA, chegando no consulado às 13:45 (fechava às 14:00), peguei meu passaporte e comecei a minha jornada para Pelotas para terminar de arrumar as minhas malas e ainda participar do aniversario.
Cheguei em Pelotas por volta das 20h, faltava ainda comprar algumas coisas, como erva-mate e colocar as roupas na mala. Fiz tudo correndo, pois, afinal, às 04h daquela madrugada eu estaria fazendo novamente o trajeto Pelotas – Porto Alegre para então começar a minha jornada até Bragança. Ufa! No fim, tudo deu certo e então as 04h da manhã eu, o pai, a mãe e o Vitinho (meu irmão mais velho), estávamos na estrada rumo ao aeroporto Salgado Filho.
Na próxima postagem começo a contar como foi a jornada de ida solito para Bragança.

Esse é só o começo de muitas historias! J

domingo, 4 de outubro de 2015

Apresentação


Buenas indiada,

Tive muito tempo pensando na melhor forma de dividir com aqueles que interessar as experiências que tive durante o intercâmbio que realizei em 2011/2012. Foram ótimos momentos, também tiveram aqueles que não foram tão bons, mas tudo valendo como experiência e, acredito, que deve ser repassada a outras pessoas que pensam em fazer intercâmbio ou algo parecido.
Para aqueles que ainda não me conhecem me chamo Gabriel Manzke, 1991, de Pelotas/ RS, Pai do Martín e futuro licenciado em Ciência e Tecnologia Alimentar pelo Instituto Politécnico de Bragança – Portugal. Em 2011 e 2012 realizei intercâmbio aqui, em Bragança, e agora 2015 retorno para, enfim, concluir meu curso e, quem sabe, fazer o mestrado também.
Não sou “expert” em escrita, tão pouco com essas mídias sociais, então pretendo fazer algumas postagens durante o tempo em que estiver em Bragança novamente para que possa repassar a vocês a visão que tive como intercambista e hoje como aluno regular em um novo país. Creio que vai ser de grande valia para todos, eu que estou escrevendo e dividindo com vocês, e vocês que vão saber um pouco do que se passa por aqui.
Quanto ao título do Blog, tive esta ideia para relembrar um pouco os escoteiros que tem como metodologia de ensino o “Aprender fazendo” e o “vivendo”. Resolvi colocar pelo fato das várias experiências que tive e ainda vou ter cá em Bragança. Acredito que vou conseguir fazer postagens semanais, e quando tiver alguns assuntos a mais vou tentar postar mais.
Nas primeiras postagens pretendo fazer uma retrospecção de tudo que passei desde quando, em janeiro de 2011, decidi fazer intercâmbio, chegando pouco a pouco até os dias de hoje.
Espero que gostem.

Baita abraço!